Durante a quarentena me abrigo na casa do meu irmão, na verdade é a minha antiga casa. Toda a nossa família viveu aqui por mais de 15 anos.
Os anos de adulto chegaram, e cada um foi para um canto, inclusive meus pais, que se mudaram dessa casa para uma menor. Ela ficou fechada por anos, aguardando pacientemente um novo morador. Alguns anos atrás, meus irmão e sua nova família (filho, esposa e cachorros) vieram para cá.
Agora sou eu, que me abrigo novamente dentro dessas quatros paredes.
É um espaço de memória porém muito diferente: os usos, os móveis e até mesmo o quarto que ocupo já não são os mesmos. Esse registro fotográfico tenta entender esse novo/velho espaço.
São fotos em preto & branco tiradas durante a quarentena em momentos cotidianos. Retrata hábitos, formas de uso, paisagem e pequenas delicadezas do dia a dia.
#quarentena
#memoria

TARDE DE SOL – os banhos de sol no quintal se tornaram verdadeiros deleites do dia, um espaço antes ocupado demasiadamente pelos cachorros nesse momento compartilha a necessidade de estar fora, mas ainda dentro das paredes.
Foto P&B, junh.2020

O BALANÇO – Num ritmo de reinicio diária, o balanço da criança espera reiniciar seu vai e vem. A vida dá uma pausa demorada das atividades. O esperar ou não fazer ou desanimar viraram as mesmas coisas.
Foto P&B, junh.2020

GATO NEGRO – novos hábitos alimentares: beber. Como mudar de espaço era muito difícil escolhe-se mudar a percepção dos espaços. Para cada tipo uma memória afetiva.
Foto P&B, junh.2020

COPA – descobri que as árvores já olhavam com medo pra fora e pra cima. Almejaram ser céu e voar, suas copas já dançam no ar.
Foto P&B, junh.2020





